
Introdução – Quando o Tempo Começa a Pintar Junto
Imagine um ateliê silencioso no fim da tarde.
A luz atravessa a janela e repousa sobre mãos que já carregam o peso do tempo. O pincel não tem mais a pressa da juventude — cada gesto é medido, consciente, necessário. Nesse instante, o artista não desafia o tempo. Ele o escuta.
O tema da redação do ENEM 2025, “Perspectivas acerca do envelhecimento na sociedade brasileira”, trouxe uma reflexão essencial: e se o envelhecer fosse também uma forma de criação?
Em uma sociedade que teme a passagem do tempo, há quem encontre nele o próprio combustível da arte.
A história está cheia de exemplos. Michelangelo, Monet, Louise Bourgeois, Matisse e Tomie Ohtake mostraram que a maturidade não apaga o ímpeto criativo — ela o aprofunda.
Tomie, por exemplo, seguiu pintando aos 101 anos, provando que a velhice pode ser sinônimo de plenitude.
Da mesma forma, Matisse, já doente e com movimentos limitados, criou seus famosos “recortes de papel”, obras vibrantes que nasceram do corpo fragilizado, mas do espírito livre.
Como declarou a Organização Mundial da Saúde durante a Década do Envelhecimento Saudável (2021–2030), envelhecer é também continuar participando — do mundo, da cultura, da criação.
Este artigo explora exatamente isso: quando o tempo deixa de ser obstáculo e se torna matéria-prima.
O Tempo Como Matéria da Criatividade
O Ritmo do Gesto: Quando a Arte Aprende a Escutar o Tempo
Na juventude, a criação costuma nascer da urgência. O artista quer deixar uma marca, provar que tem voz e se lançar no mundo antes que o tempo o alcance. Mas, com o passar dos anos, a arte muda de tom. O gesto desacelera, o olhar amadurece, e a necessidade de dizer tudo dá lugar ao prazer de escolher o que realmente importa. Criar, então, deixa de ser um ato de conquista e se torna um ato de contemplação.
Essa transformação é visível na trajetória de Claude Monet (1840–1926). Já sofrendo de catarata, o pintor francês mergulhou em uma fase tardia que redefiniu o impressionismo. Entre 1914 e 1926, ele produziu as monumentais séries dos Nenúfares, expostas até hoje no Musée de l’Orangerie, em Paris.
Nessas obras, o contorno desaparece e a cor domina a tela, como se a natureza se dissolvesse em sensação. Monet não pintava mais para capturar a luz — ele pintava para sentir o tempo.
Algo semelhante ocorreu com Henri Matisse (1869–1954). Após uma cirurgia que o deixou parcialmente imobilizado, precisou reinventar sua forma de trabalhar. Largou os pincéis e passou a criar colagens gigantes com recortes de papel colorido, o que chamou de “pintar com tesoura”. Obras como O Caracol (1953, Tate Modern, Londres) e A Parábola do Filho Pródigo (1951, Musée Matisse, Nice) nasceram desse período de limitação física.
A fragilidade virou método. A limitação, descoberta. Matisse mostrou que o envelhecimento não é o fim da invenção — é o início de uma nova liberdade.
Esses dois mestres revelam que o tempo não rouba a criatividade: ele a refina. Quando o corpo desacelera, o olhar se aprofunda. A arte amadurece junto com a vida.
O Silêncio que Cria: A Longevidade de Tomie Ohtake
No Brasil, Tomie Ohtake (1913–2015) é o exemplo mais luminoso da longevidade criativa. Nascida em Kyoto e radicada em São Paulo desde 1936, começou a pintar apenas aos quarenta anos — e nunca mais parou. Sua trajetória acompanha seis décadas da arte moderna brasileira, unindo disciplina oriental e liberdade ocidental.
Aos 100 anos, Tomie foi celebrada com 17 exposições simultâneas em instituições como o Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM-SP), o Museu Nacional de Belas Artes (MNBA-RJ) e o Instituto Tomie Ohtake, criado em sua homenagem. Mesmo centenária, ela continuava supervisionando novas esculturas e séries de pinturas, muitas delas ainda exibidas em espaços públicos da capital paulista.
As obras tardias de Tomie são puro equilíbrio entre força e leveza. As formas se reduzem ao essencial, as cores respiram em harmonia. Cada tela parece meditar sobre o próprio ato de existir.
Não há pressa, não há excesso. O que sobra é o gesto sereno — uma cor que se expande como um suspiro, um movimento mínimo que contém uma vida inteira.
Tomie dizia que “a arte é o exercício de manter o essencial”. E talvez essa seja a lição do envelhecer: aprender a eliminar o ruído, até restar apenas o que é verdade.
O tempo, em sua obra, não foi inimigo. Foi cúmplice.
Com ele, a artista descobriu que maturidade é a fase em que o gesto se transforma em sabedoria.
O Tempo Como Aliado: A Arte que Amadurece Junto com o Corpo
Se o corpo envelhece, a arte aprende a acompanhar esse novo ritmo. O envelhecimento, longe de ser um obstáculo, pode se tornar matéria de criação. O tempo não apenas molda o artista — ele se torna parte de sua linguagem.
Essa relação entre maturidade e invenção é reconhecida hoje por pesquisadores e instituições.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização das Nações Unidas (ONU), na Década do Envelhecimento Saudável (2021–2030), defendem que envelhecer é uma oportunidade de continuar contribuindo cultural e intelectualmente. A velhice, quando amparada por participação social e estímulo criativo, se torna um período fértil de expressão.
Na arte, isso se traduz em obras mais introspectivas, simbólicas e conscientes do tempo.
O que a juventude faz com energia, a maturidade faz com precisão. Cada traço, cada cor, cada silêncio é resultado de décadas de experimentação. É a experiência transformada em linguagem.
Assim como o escultor ajusta o mármore e o pintor domina o pigmento, o artista maduro molda o tempo. Ele entende que cada ruga é uma linha de composição, cada pausa uma nova possibilidade estética.
Envelhecer, portanto, é seguir criando — só que com um olhar mais profundo, que já viu o mundo mudar e ainda assim continua buscando beleza nele.
O Tempo da Imagem: Fotografia, Memória e Resistência
O Olhar que Preserva o Tempo
A fotografia é o espelho mais fiel da passagem dos anos. Desde o século XIX, ela não apenas registra rostos, mas guarda a própria experiência de existir. Cada rugosidade da pele, cada olhar que encara a lente, traz consigo um arquivo de vida. O envelhecer, diante da câmera, deixa de ser ausência e se torna presença: o corpo carrega o tempo, e o retrato o transforma em símbolo.
No Brasil, fotógrafos como Sebastião Salgado e Maureen Bisilliat fizeram da velhice um território de dignidade. Em séries como Trabalhadores (1993) e Êxodos (2000), Salgado captou o rosto de homens e mulheres cuja resistência atravessa décadas de labuta — suas rugas são mapas da sobrevivência. Já Bisilliat, em retratos inspirados na obra de Guimarães Rosa, como na série O Sertão: Veredas de Rosa (1970, Acervo IMS), retrata o idoso sertanejo como guardião da memória coletiva. O tempo, em suas imagens, não apaga: ele grava.
Essas fotografias são mais que registros documentais; são declarações éticas. Elas afirmam que o envelhecer é parte inseparável da história social brasileira — uma herança que precisa ser olhada, não escondida. A lente, quando usada com empatia, devolve humanidade a quem a sociedade tenta esquecer.
A Imagem Como Afeto e Autorretrato
Nos últimos anos, o Brasil viu surgir um novo fenômeno: o idoso que fotografa a si mesmo.
Programas culturais e educacionais, como o Trabalho Social com Idosos (TSI) do Sesc São Paulo, promovem oficinas em que os participantes aprendem não apenas a manusear câmeras, mas a contar suas próprias histórias visuais.
Nessas experiências, a fotografia deixa de ser espelho e vira espelho duplo: o sujeito se vê e se faz ver.
O impacto é profundo. Muitos desses retratos mostram mãos enrugadas segurando flores, olhares curiosos diante do celular, gestos de reencontro com a própria imagem. É o idoso assumindo o papel de autor, e não de modelo. A fotografia, antes ferramenta de registro, torna-se instrumento de autonomia.
Museus como o Instituto Moreira Salles (IMS) e o Museu da Imagem e do Som de São Paulo (MIS-SP) têm reconhecido essa virada, promovendo exposições e mostras que celebram a longevidade e o olhar maduro. Ao colocar essas imagens em espaços de prestígio, as instituições reafirmam: envelhecer também é produzir cultura.
Fotografar-se, portanto, é mais que capturar um rosto — é reivindicar o próprio lugar no tempo.
A câmera se torna mediadora entre o passado e o presente, um gesto de resistência contra a invisibilidade.
Quando o idoso se reconhece na imagem, reconhece também sua permanência no mundo.
O Corpo e o Tempo na Arte Contemporânea
O Corpo Como Testemunha do Tempo
Se a pintura e a fotografia mostraram o envelhecer em silêncio, a arte contemporânea o trouxe para o centro da cena.
Desde a segunda metade do século XX, o corpo passou a ser o principal território de expressão artística — e, junto com ele, veio a consciência do tempo. As rugas, as cicatrizes, as marcas da vida deixaram de ser ocultadas: tornaram-se parte da linguagem.
Na performance, o envelhecimento ganha materialidade. Artistas como Marina Abramović, com suas ações de longa duração, exploraram o desgaste físico e emocional como parte da obra. Em uma linha paralela, criadores latino-americanos — como Regina Silveira e Rosana Paulino, no Brasil — incorporaram a passagem do tempo e da memória coletiva em suas instalações.
Paulino, especialmente, questiona a invisibilidade histórica de corpos negros e femininos, reconstruindo identidades que o tempo social tentou apagar.
O corpo maduro, aqui, não é símbolo de fraqueza, mas de resistência.
Essas produções colocam o envelhecer dentro da arte não apenas como tema, mas como presença política.
O corpo que envelhece em cena é também o corpo que insiste em existir — que continua aprendendo, criando, se movendo.
Na arte contemporânea, o tempo deixa de ser ameaça e se torna argumento.
O Tempo Como Matéria Espiritual
A maturidade artística não se limita ao corpo; ela atravessa o espírito.
Muitos criadores descobrem na velhice uma nova dimensão simbólica — uma espiritualidade que surge não da religião, mas da consciência do tempo vivido.
Essa dimensão aparece nas pinturas de Beatriz Milhazes, nas esculturas orgânicas de Nuno Ramos e nas obras tardias de Cildo Meireles, onde o espaço e o silêncio ganham peso quase meditativo.
Nas últimas décadas, galerias e museus brasileiros, como o Museu de Arte do Rio (MAR) e o Museu de Arte Contemporânea da USP (MAC-USP), têm promovido mostras que celebram artistas veteranos. Em 2023, por exemplo, a exposição Tempo e Permanência reuniu obras de criadores acima de 70 anos, reafirmando a vitalidade da produção madura no país.
Essas iniciativas ecoam o que a Organização Mundial da Saúde afirma: o envelhecer criativo é fator de bem-estar e longevidade cognitiva.
A arte, nesse contexto, torna-se exercício de permanência interior — uma forma de compreender o tempo não como perda, mas como revelação.
O corpo envelhece, a matéria se transforma, mas a criação continua a pulsar.
É essa continuidade que dá à arte contemporânea sua força espiritual: a certeza de que o tempo pode ser tanto limite quanto libertação.
O Tempo Como Inspiração e Memória
A Memória Como Matéria Artística
O envelhecer é também o ato de carregar o tempo dentro de si.
A memória, ao longo da história da arte, foi uma das matérias mais delicadas com que o ser humano trabalhou. Cada lembrança é uma cor, um som, um traço que retorna transformado.
A maturidade, então, oferece ao artista não apenas técnica, mas profundidade: o passado deixa de ser peso e se converte em repertório.
Artistas brasileiros como Candido Portinari (1903–1962) e Djanira da Motta e Silva (1914–1979) transformaram a lembrança em linguagem.
Portinari, em obras como O Lavrador de Café (1939, MASP) ou Retirantes (1944, MAM-RJ), pintou a memória coletiva de um país em desigualdade.
Já Djanira retratou cenas da vida popular — festas, colheitas, procissões — com a serenidade de quem via beleza no cotidiano.
Ambos compreenderam que envelhecer é acumular mundos dentro de si e devolvê-los em forma de arte.
Na contemporaneidade, essa relação entre memória e criação amadureceu ainda mais.
Projetos como o Museu da Pessoa, criado em 1991, recolhem histórias de vida de brasileiros anônimos, transformando lembranças em patrimônio coletivo.
Muitos artistas visuais utilizam esse acervo como base para suas obras, transformando relatos em instalações, vídeos e performances.
A memória, assim, não é apenas registro: é resistência contra o esquecimento.
O Tempo da Emoção e a Sabedoria do Olhar
A velhice ensina um tipo raro de olhar — aquele que não busca o novo a qualquer custo, mas a verdade que o tempo revelou.
É esse olhar que move artistas maduros a continuarem criando mesmo quando o corpo exige pausa.
Em sua série de retratos de idosos de comunidades amazônicas, a fotógrafa Marcela Bonfim retrata o envelhecer como força, não fragilidade.
Suas imagens, expostas em 2021 no Museu da Imagem e do Som (MIS-SP), mostram sorrisos, rugas, gestos de ternura — rostos que carregam a história do Brasil profundo.
A arte, nesse sentido, funciona como espelho da sabedoria.
Ela nos recorda que o tempo não é inimigo, mas companheiro.
Cada linha do rosto é um mapa; cada cicatriz, um verso que o corpo escreveu.
A maturidade não apaga o brilho da criação — apenas o torna mais suave, mais verdadeiro, mais humano.
O envelhecer, quando olhado pela arte, deixa de ser fim.
É a confirmação de que a beleza não está na permanência, mas na passagem.
O tempo ensina a olhar o mundo com a calma de quem já compreendeu que tudo é instante — e que o instante, vivido plenamente, é o que mais se aproxima da eternidade.
Curiosidades sobre o Envelhecer e a Arte 🎨
🌸 Tomie Ohtake começou a pintar aos 40 anos e seguiu criando até os 101 — prova viva de que o tempo pode ser cúmplice da arte, não inimigo.
🎨 Claude Monet, quase cego, transformou suas limitações em liberdade ao pintar os Nenúfares, reinventando o próprio impressionismo.
✂️ Henri Matisse abandonou o pincel na velhice e passou a “pintar com a tesoura”, criando seus famosos recortes de papel colorido.
🕷️ Louise Bourgeois transformou traumas de infância em esculturas monumentais, como a icônica Maman, símbolo de força e vulnerabilidade.
📸 O Museu da Pessoa (SP) preserva memórias de idosos de todo o país desde 1991, tornando lembranças parte do patrimônio cultural digital do Brasil.
🏛️ A ONU declarou 2021–2030 como a Década do Envelhecimento Saudável, reforçando o envelhecer como fase de participação ativa na sociedade.
🧠 O Brasil já ultrapassa 34 milhões de idosos (IBGE, 2024) — e muitos deles estão reinventando o sentido de tempo, criatividade e pertencimento.
Conclusão – A Arte de Viver o Tempo
O tempo, que um dia pareceu inimigo da criação, revela-se, afinal, seu mais fiel aliado.
É ele que depura, amadurece, ensina o gesto a ser preciso e o olhar a ser paciente.
A história da arte mostra que as grandes obras não nascem apenas do ímpeto da juventude, mas da serenidade de quem aprendeu a ouvir o silêncio.
De Monet a Tomie Ohtake, de Matisse a tantos artistas anônimos que pintam, esculpem ou bordam depois dos sessenta, o envelhecer aparece como continuidade, não encerramento.
A velhice, quando reconhecida como potência, amplia o horizonte da arte e da própria vida.
Cada traço torna-se uma síntese do vivido; cada cor, uma lembrança que resiste.
O tema da redação do ENEM 2025 — “Perspectivas acerca do envelhecimento na sociedade brasileira” — ressoa, assim, muito além da prova.
Ele nos convida a olhar o envelhecer não com pena, mas com respeito; não como peso, mas como obra em andamento.
O Brasil, um país que ainda valoriza o efêmero, precisa aprender com seus artistas que a maturidade é uma forma de beleza — talvez a mais autêntica delas.
Envelhecer é continuar criando, mesmo que o ritmo mude.
É transformar o tempo em gesto, o gesto em memória e a memória em legado.
Na arte, como na vida, nada se perde: tudo se transforma.
Perguntas Frequentes Sobre o ‘Tempo da Arte e Envelhecimento’
Por que o tema do ENEM 2025 sobre envelhecimento é tão importante?
Porque ele nos faz repensar a relação entre juventude, tempo e valor social. O Brasil está envelhecendo, e o tema convida o país a enxergar o envelhecer como potência, não como limite.
Como a arte pode mudar a percepção sobre o envelhecer?
A arte transforma o olhar: mostra que a velhice é expressão, sabedoria e beleza. Cada obra é um espelho do tempo e um gesto de resistência contra o esquecimento.
O que é envelhecer com dignidade?
É ter acesso à saúde, cultura, afeto e oportunidades — mas também ser reconhecido como parte essencial da sociedade e da construção do futuro.
Quais artistas expressaram o envelhecer em suas obras?
Tomie Ohtake, Claude Monet, Henri Matisse e Louise Bourgeois criaram intensamente na maturidade, provando que a arte não envelhece — apenas amadurece.
Como a velhice influencia a criatividade?
A maturidade amplia a sensibilidade e refina a técnica. O artista passa a buscar o essencial, transformando simplicidade em profundidade.
O que é a “Década do Envelhecimento Saudável”?
É uma iniciativa da ONU e da OMS (2021–2030) que promove o envelhecer ativo, criativo e socialmente integrado — um movimento global pela longevidade com propósito.
Por que o envelhecer é considerado um ato político?
Porque revela desigualdades e exige políticas que garantam respeito, visibilidade e participação plena. Envelhecer é ocupar espaços que o tempo tenta calar.
Qual o papel da arte contemporânea no debate sobre envelhecimento?
Ela dá voz ao corpo e à memória, transformando o envelhecer em presença estética e política. Cada obra é um manifesto visual contra o esquecimento.
Como o Brasil representa a velhice na arte?
Artistas como Portinari, Djanira e Tomie Ohtake transformaram o cotidiano dos idosos em símbolo da identidade nacional — um retrato do tempo e da resistência.
A fotografia pode ser instrumento de valorização da velhice?
Sim. Fotógrafos como Marcela Bonfim e Walter Firmo revelam a velhice como força e beleza, desafiando o olhar superficial da juventude midiática.
Como a tecnologia pode apoiar o envelhecer criativo?
Com ferramentas digitais que promovem autonomia, aprendizado e conexão. O uso consciente da tecnologia pode transformar a velhice em tempo de descobertas.
O que é a “economia prateada”?
É o conjunto de atividades econômicas voltadas ao público idoso — um mercado crescente que movimenta bilhões e impulsiona inovação e inclusão.
Por que o envelhecer está ligado à memória cultural?
Porque os idosos preservam tradições, histórias e saberes que formam a base simbólica da sociedade. Eles são a memória viva de um país.
Como as universidades da terceira idade contribuem para o envelhecer ativo?
Oferecendo aprendizado contínuo, convivência e autoestima. São espaços de troca entre gerações e redescoberta do prazer de aprender.
O que a filosofia ensina sobre o envelhecer?
Simone de Beauvoir e Rubem Alves mostraram que envelhecer é descobrir novos sentidos para existir. O tempo, quando bem vivido, é a mais sábia das lições.
A arte pode curar o medo de envelhecer?
Sim. Ela transforma o medo em beleza, mostrando que cada fase da vida é uma oportunidade de recomeço e criação.
O que significa dizer que o tempo é um aliado do artista?
Significa que o tempo depura, amadurece e revela a essência da criação. Ele não apaga — ele revela.
Qual a relação entre espiritualidade e envelhecimento?
Em muitas culturas, a velhice é a etapa da sabedoria e da reconciliação com o essencial. O envelhecer é também um caminho de serenidade espiritual.
Por que o envelhecer é uma forma de arte?
Porque exige paciência, entrega e aceitação — os mesmos elementos que compõem qualquer grande obra. O tempo é o artista invisível da vida.
Como a arte pode inspirar novas gerações a respeitar os mais velhos?
Mostrando que o valor da vida não está na novidade, mas na história. O idoso é o passado vivo que sustenta o presente e inspira o futuro.
O que o ENEM 2025 quis ensinar ao escolher esse tema?
Que envelhecer é um ato de humanidade. O exame lembrou que compreender o tempo é compreender a nós mesmos — e que a dignidade deve acompanhar cada idade.
Referências para Este Artigo
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – Projeções da População Brasileira (Brasília, 2024)
Descrição: Dados oficiais sobre o envelhecimento demográfico no país, base para compreender o crescimento da população idosa e seus impactos sociais e culturais.
Organização das Nações Unidas (ONU) – Década do Envelhecimento Saudável 2021–2030 (Nova York, 2020)
Descrição: Iniciativa internacional que orienta políticas e ações culturais para promover envelhecimento ativo, inclusão e representatividade na arte e na mídia.
Sesc São Paulo – Programa Trabalho Social com Idosos (TSI) (São Paulo, 2023)
Descrição: Programa cultural e educativo que integra arte, convivência e envelhecimento ativo; referência nacional em práticas culturais voltadas à longevidade.
Simone de Beauvoir – A Velhice
Descrição: Clássico da filosofia moderna que discute o envelhecer como fenômeno existencial, político e social, base teórica para as reflexões do artigo.
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